sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Manifestação defende preservação de casarões no Moinhos

JONATHAN HECKLER/JC

As organizações que defendem que os casarões da rua Luciana de Abreu possuem valor histórico, cultural e arquitetônico começaram ontem os protestos pela causa. A associação Defender - Defesa Civil do Patrimônio Histórico promoveu a manifestação #vemprarualucianadeabreu às 16h30min. Por volta das 17h, aconteceu o protesto Aprisionando a Luciana – Manifesto pela Nossa Cidade.

No dia 28, o Movimento Moinhos Vive e outras entidades promovem o evento Pare na Luciana, entre 16h e 22h. As ações são uma resposta à decisão da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, de 12 de setembro, que permitiu a demolição do casario da década de 1930 após dez anos de processo judicial.

Fonte: Jornal do Comércio.

Notícia da edição impressa de 26/09/2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Agradecimento!

Agradecemos demais a participação no evento de ontem aproveitando um dos raríssimos momentos em que se discute a ambientação de nossa cidade e a preservação de nosso patrimônio! Ontem fomos centenas, Sábado estão confirmados milhares! Segue foto de ontem e também a foto de uma das plantas originais garimpadas recentemente e ainda não apreciadas pela justiça. Observem o carimbo, literalmente o "selo".






quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Moinhos Vive

Este video mostra a atual situação urbana do bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre. De um lado, o caos do desenvolvimento urbano cresce desordenadamente e, do outro, um bairro que ainda possui um conjunto histórico de edificações, memória viva da cidade que deve ser preservada!




Nota na ZH sobre os eventos!

Nota na Zero Hora de hoje, dia 25/09, página 45.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Parecer do Compahc sobre casarões pode sair na segunda-feira

Leia a notícia de Cláudia Rodrigues Barbosa no Jornal do Comércio publicada na edição impressa de 24/09/2013:

Imóveis foram construídos na década de 1930 na rua Luciana de Abreu
A discussão sobre o valor histórico de seis casas na rua Luciana de Abreu, no bairro Moinhos de Vento, voltou a pautar a reunião ordinária do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc), realizada ontem, em Porto Alegre.

O Compahc analisou durante a semana que passou o acórdão da decisão da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ), que permite a demolição do casario da década de 1930. “Hoje (ontem) foi feita uma reunião, com a assessoria da prefeitura, de esclarecimentos de pontos jurídicos a respeito do que significará a nossa decisão”, afirma o conselheiro representante do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) Nestor Torelly. Segundo ele, o parecer do conselho com a sugestão à prefeitura sobre a inclusão ou não dos prédios no inventário do patrimônio histórico poderá ser definido no encontro da próxima segunda-feira. “Ainda estamos na fase de esclarecimentos”, diz.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP) já havia dito que iria recorrer da decisão do TJRS. A incorporadora Goldsztein, que pretende fazer um projeto imobiliário no local, considera legítimo o movimento do MP, apesar de frisar que durante dez anos a Justiça investigou tudo o que diz respeito aos imóveis e não encontrou razões para preservá-los. “Não ficou comprovada a autoria do arquiteto alemão Theo Wiederspahn naquelas casas”, afirma o advogado da empresa, Milton Terra Machado.

Na semana passada, o Compahc iniciou a averiguação dos novos documentos que comprovariam que o casario seria de autoria de Wiederspahn. O MP já havia tentado acrescentar ao processo as plantas arquitetônicas, encontradas em setembro por Cláudio Aydos, herdeiro de Alberto Aydos, parceiro de Theo Wiederspahn na obra, e que apontariam que as casas foram projetadas pelo alemão. O tribunal não aceitou as provas por não ser admitido no sistema processual civil a inclusão de documentos ao processo nesta fase do julgamento.

Para o MP, o casario foi injustificadamente excluído do inventário feito pela prefeitura mesmo fazendo parte do legado deixado pelo arquiteto alemão. A incorporadora afirma que as seis casas nunca fizeram parte dos imóveis listados e salienta que outros 127 foram destacados no bairro.

Desde 2003, uma liminar favorável ao MP impedia que a Goldsztein desse prosseguimento a seu projeto. No dia 12 de setembro, de forma unânime, o TJ confirmou a sentença de primeiro grau, a qual diz que as casas não possuem valor excepcional que justifique a inclusão no rol do patrimônio histórico.

Associações organizam manifestações contra a derrubada do casario

As organizações que defendem que os casarões da rua Luciana de Abreu possuem valor histórico, cultural e arquitetônico estão organizando protestos pela causa. Para amanhã, a associação Defender - Defesa Civil do Patrimônio Histórico promove a manifestação intitulada #vemprarualucianadeabreu. Por meio das redes sociais, a Defender declara que vem acompanhando a situação e as “ameaças que o casario da rua Luciana de Abreu sofre há bastante tempo”. A concentração está marcada para as 16h30min em frente aos imóveis.

Para o mesmo dia e local, por volta das 17h, está programado um “café-manifesto” em prol do “cenário urbano de Porto Alegre”. Batizado de Aprisionando a Luciana – Manifesto pela Nossa Cidade, a página no Facebook instrui os interessados a levar mesas, cadeiras e instrumentos musicais.

No dia 28, o casario receberá uma homenagem de integrantes do Moinhos Vive e adeptos da preservação dos imóveis. Também programado via redes sociais, o evento Pare na Luciana já tem 280 confirmados e deve ocorrer das 16h às 22h.

No sábado passado, o Conselho Superior do IAB aprovou moção de apoio à defesa do casario. O documento foi chancelado por mais de 60 arquitetos de 14 estados, que participavam de evento na Capital.