terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Caminhada pelo Moinhos de Vento


Durante os meses de janeiro e fevereiro a Porto Alegre oferece mais uma boa opção de passeio para se aproveitar aos sábados. A proposta das Caminhadas Turísticas de Verão é a realização de passeios a pé por espaços que concentram atrativos turísticos da cidade. A iniciativa, que é realizada pelas secretarias municipais de Turismo, da Cultura e o Programa Viva o Centro, ocorrerão sempre em sábados, com início às 10h e duração média de duas horas.

Além de conhecer prédios, monumentos, equipamentos culturais e áreas verdes que são atrativos turísticos e fazem parte do patrimônio cultural e ambiental da cidade, os participantes das caminhadas receberão informações históricas e curiosas sobre os locais visitados que serão passadas pelo guia de Turismo Roque Lemanski, da SMTUR.

A primeira edição da temporada 2014 será no dia 11 de janeiro, com roteiro pelo Parque da Redenção, que passará pela avenida José Bonifácio contemplando a Feira de Produtos Orgânicos, seguirá até o Monumento ao Expedicionário e, dali, para os vários recantos do parque: o Espelho d'Água e o chafariz iluminado, o orquidário e o roseiral, a fonte do Menino de Cornucópia, com encerramento na estátua do Gaúcho Oriental. O ponto de encontro dos inscritos para a caminhada será no Mercado do Bom Fim, em frente ao Centro de Informações Turísticas (CIT). Em caso de chuva os passeios serão cancelados.

Os roteiros serão sempre diferenciados a cada edição. A segunda Caminhada Turística de Verão ocorrerá no dia 25 de janeiro, desta vez para um roteiro pelos recantos, espaços e monumentos no Parque Moinhos de Vento (Parcão) e do bairro Moinhos de Vento, como a Praça Mauricio Cardoso com a Fonte do Puma e sua herança Marajoara.

Para participar, basta fazer a doação de um quilo de alimento não perecível ou ração para cães e gatos. As doações serão encaminhadas a instituições do município. As inscrições para as Caminhadas Turísticas devem ser feitas através do e-mailvivaocentroape@gmail.com. Outras informações pelo telefone: (51) 3333 1873.

Fonte: http://www.portoalegre.travel/site/contdetalhes.php?idConteudo=9999

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A história da Rua Cel. Bordini

Vocês conhecem a história da rua em que moram no bairro Moinhos de Vento? E quem foi a pessoa que deu nome a ela?

Saiba mais sobre a sua cidade, conhecendo a história de suas ruas!

RUA CORONEL BORDINI
(em azul, na imagem)




Rua dos bairros Auxiliadora, Moinhos de Vento e Rio Branco. Começa na confluência das avenidas Cristóvão Colombo, Benjamin Constant, Rua Quintina Bocaiúva e Praça Athos Damasceno, indo terminar na Rua Casemiro de Abreu. Tem importante função viária, fazendo ligação entre os bairros Floresta, Moinhos de Vento e Rio Branco.

Com traçado irregular e sem denominação, já aparece na planta de 1888, unindo a Estrada dos Moinhos de Vento (Av. 24 de Outubro) com a Estrada do Passo da Areia. Com a denominação de Rua Dr. Bordini está registrada na planta municipal de 1896, mas trata-se de um visível engano, porquanto já era então consagrada a denominação de "Coronel Bordini", como se pode ver no Anuário do Estado do Rio Grande do Sul para 1895, págs. 266/7, ao descrever o traçado da linha de bondes da Cia. Carris Urbanos para a "Independência": "Da praça Senador Florêncio partem os bondes para a rua Coronel Bordini de meia em meia hora, sendo a primeira viagem às 6 horas e 30 minutos da manhã e a última às 9 horas da noite. Da rua Coronel Bordini partem os bondes para a praça Senador Florêncio também de meia em meia hora…" Os bondes da linha "Floresta", segundo o mesmo anuário, também faziam fim de linha na Rua Cel. Bordini.

Segundo o relatório do Intendente Montaury em 1910, nesse exercício a municipalidade cuidou de seu calçamento. E também na administração do Intendente José Montaury, que findou em 1924, se iniciou o prolongamento da rua para a parte alta, em direção ao Bairro Rio Branco.

O topônimo rende homenagem ao Cel. João Carlos Augusto Bordini, paulista que veio para o Rio Grande do Sul como alferes na Guerra da Cisplatina e teve marcante atividade social e política. Foi vereador empossado em 1865, e no período 1873-76; diretor do Banco da Província durante vários anos. Era casado com Maria Felícia Osório Bordini, irmã do Gen. Osório, Marquês do Herval, e faleceu com avançada idade em 6/12/1884.

Fonte: Livro "Porto Alegre: guia histórico" (ed. UFRGS, 1988) de Sérgio da Costa Franco.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O que os moradores esperam de 2014

O caderno ZH Moinhos reuniu questionamentos de leitores a respeito de mobilidade urbana, manutenção de árvores e segurança. Confira o que os moradores esperam que seja feito ou melhorado neste ano e as respostas enviadas pela prefeitura para cada questão.
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ministério Público vê indícios de fraude em termo firmado entre Prefeitura de Porto Alegre e OAS

Foto: Lívia Stumpf / Agência RBS (Arquivo)


Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado questionam um termo de compromisso firmado, em 2012, entre a Prefeitura de Porto Alegre e a construtora OAS. O documento, de acordo com o titular da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Nilson de Oliveira Rodrigues Filho, desobrigou a empresa de realizar obras no entorno do Complexo da Arena do Grêmio e repassou parte da responsabilidade para a Prefeitura. Outras melhorias, que estavam previstas, foram excluídas desse contrato.
As obras, que deveriam ser realizadas pela OAS, constam no Relatório de Impacto Ambiental firmado antes da construção da Arena. De acordo com o promotor, a Prefeitura está pedindo verba da União para fazer, além das obras do entorno da Arena, a continuação da Rodovia do Parque, compensações essas que deveriam ser feitas pela OAS. Em agosto, a Prefeitura estimou que as obras do entorno do estádio custariam R$ 128 milhoes de reais.
Para o promotor, a população foi enganada, pois foi ela quem ajudou a escolher as demandas que deveriam ser realizadas na região do bairro Humaitá. Ele identifica que houve uma fraude e que foi a própria Prefeitura de Porto Alegre quem criou o problema.
Em outubro, a Promotoria e o Ministério Público de Contas expediram recomendação ao Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, para que não sejam realizadas obras no entorno da Arena com recursos públicos até que a Justiça Estadual se manifeste.
O promotor também ingressou com pedido de liminar na Justiça com o objetivo de sustar os efeitos desse termo. Ele também oficiou o Ministério Público de Contas da União e o Ministério dos Esportes a fim de que verbas federais não sejam liberadas para essas compensações.
Auditores do Tribunal de Contas realizaram vistoria e análise do termo. A prefeitura foi notificada a prestar informações. Até lá, o órgão não irá se manifestar.
O Procurador Geral do Município, João Batista Linck Figueira, informa que um estudo está sendo feito para ver de quem é a competência. Ele antecipa que tudo o que foi feito no processo de expedição de licenças para a OAS está sendo revisto e que, inclusive, licenças emitidas podem ser suspensas. Sobre a continuação da BR-448, no bairro Humaitá, Figueira entende que a contrapartida teria que vir do Dnit.
Jocimar Farina

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Postagens falsas contra o patrimônio de Porto Alegre


Por aqui, as coisas não são nada fáceis na briga pela defesa do patrimônio cultural. Muitas são as dificuldades e barreiras a serem enfrentadas na tentativa, quase desesperada, de preservar a memória das cidades e das comunidades. Não bastasse a imensa desproporção de forças entre o capital e os interesses sociais, existe a desinformação a respeito dos instrumentos de proteção, como o inventário e tombamento, não havendo uma cultura local voltada para o cuidado com o coletivo.
O cenário é assustador e, nesse sentido, nada mais eficiente do que minar a opinião pública com postagens falsas, que tentam direcionar para a aceitação pacífica da degradação da cidade. Foi o que aconteceu recentemente no episodio das casas da Luciana de Abreu. Depois da mobilização da cidade em torno da proteção daqueles imóveis, foram plantadas várias opiniões favoráveis ao acordo feito pela construtora e o Ministério Público. Para quem não sabe, tal acordo possibilitava a demolição de três das seis casas, o que passava quilômetros do que era pretendido pela população.
Essa prática foi identificada pelo professor da Comunicação da PUCRS, Marcelo Träsel, em seu blog, onde ele indica como checar fontes e identificar manipulações em redes sociais. Lá há um tutorial que demonstra as características das postagens falsas, tendo como exemplos práticos personagens parabenizando o “acordão” que envolveu as casas da Luciana de Abreu. Vale conferir, para ver até que ponto pode-se chegar e o quanto ficam claras as regras do jogo. E é isso que precisamos: conhecer as regras do jogo, para tentar jogar melhor. Saber que nem sempre tudo aquilo que lemos corresponde à verdade e que precisamos continuar mobilizados por aquilo que acreditamos.
Felizmente, o acordo entre a construtora e o procurador do Ministério Público não foi referendado pelo Conselho Superior da instituição. Um recurso foi encaminhado aos tribunais superiores e uma liminar, no momento, impede a demolição imediata de qualquer uma das casas.
Enquanto isso, a comunidade, representada pelo Movimento Moinhos Vive, aguarda pacientemente o pronunciamento do Conselho do Patrimônio Histórico Cultural (COMPAHC) sobre o valor histórico do conjunto arquitetônico. Há pelo menos 3 semanas, o pessoal fica aguardando do lado de fora da sala de reuniões, para saber se os “sábios” conselheiros chegaram a uma conclusão. O que me parece um total absurdo: um conselho municipal que não tem a direta representação popular e do qual não se tem facilmente a nominata de seus componentes, quando a transparência e a participação popular são determinadas por lei.
Para mim, foi surpreendente saber que existe uma ação orquestrada para tentar contaminar a opinião pública. Por outro lado, isso nos mostra o poder que temos. Precisamos estar preparados para as lutas locais que continuam se sucedendo: o Museu Júlio de Castilhos ameaçado, o Cais sendo privatizado, o bairro Menino Deus deixando de ser residencial para ser comercial, o Parque Gasômetro sendo retalhado e tantas outras. As mobilizações que ocorreram no país no meio do ano nos deram uma amostra do nosso poder. E podemos mais. Podemos muito.

About the Author

 formada em medicina e em artes plásticas pela UFRGS, mas agora, advogada, apostando no "escritório do bairro" Gonsales & Custódio. Exercitando escrita, cidadania e boas amizades, tem um blog chamado "Chega de demolir Porto Alegre", que denuncia os atentados contra o patrimônio afetivo da cidade e a devastação das construtoras na memória urbana. Em luta pela implantação Centro Cultural Zona Sul, mantém uma FanPage com essa ideia, além de participar em movimentos que tenham como objetivo a preservação do meio ambiente e patrimônio cultural de nossa cidade.

Fonte: http://meubairropoa.com/opiniao/jacqueline-custodio/postagens-falsas-contra-o-patrimonio-de-porto-alegre/