segunda-feira, 12 de maio de 2008

Secretário do Meio Ambiente, Miguel Wedy, recebe representantes da Associação Moinhos Vive




A Diretoria da Associação reuniu-se junto ao secretário, em seu gabinete, no último dia 7, para prestar agradecimento pela grande conquista que foi o decreto de tombamento dos túneis verdes do bairro. Junto disso, reivindicou a inclusão de outras sete ruas (entre elas, Luciana de Abreu, Barão de Santo Ângelo, Dona Laura), que constavam do ofício inicial e não foram contempladas pelo decreto.

A Mãe Natureza Parabeniza as Mamães do Moinhos



A Associação Moinhos Vive tem um presente especial para as mães. Através da união e mobilização da comunidade, o Moinhos de Vento obteve uma conquista inédita junto à Prefeitura. Através de um decreto municipal, cinco áreas do baitrro foram consideradas patrimônio ambiental, o que significa um grande avanço pela preservação do bairro. Na prática, foram tombadas árvores e calçadas das ruas Fernando Gomes, Dinarte Ribeiro, Félix da Cunha, Dr. Timóteo e da Praça maurício Cardoso, criando verdadeiros túneis verdes em nosso bairro. Esta iniciativa torna o Moinhos de Vento uma referência em preservação ambiental no país.
Mas a reivindicação não termina por aí. A meta da Associação é tombar outras sete ruas do bairro.

Comente com todos essa conquista.
A gente cuida do bairro com o mesmo carinho que as mães cuidam dos filhos.

11 de maio, dia das mães

quarta-feira, 26 de março de 2008

Pedido novo tombamento de ruas arborizadas

Do Blog Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho:
Moradores do bairro Moinhos de Vento pedem novos tombamentos de ruas.

Representantes do Moinhos Vive entregam pedido para SMAM - Foto: Aline Czarnobay/PMPA

No dia 19 de março representantes da Associação Moinhos Vive entregaram formalmente o pedido de tombamentos de várias ruas do bairro. Foi entregue uma lista com mais de mil assinaturas coletadas entre moradores e amigos das ruas Dona Laura, Mariante, Coronel Bordini, Fernando Gomes, Engenheiro Álvaro Nunes Pereira, Santo Inácio, Hilário Ribeiro, Dinarte Ribeiro, Luciana de Abreu, Barão de Santo Ângelo, Padre Chagas, Félix da Cunha e Praça Maurício Cardoso, todas localizadas no Bairro Moinhos de Vento.Conforme a página na internet da prefeitura, o secretário de Meio Ambiente, Beto Moesch, disse:

“O tombamento de uma rua permite ao poder público perpetuar a paisagem daquele local, mas é importante ressaltar que não impede o manejo da arborização. A área passa a ser de uso especial, não só as árvores, mas também as ruas e calçadas”.
A Smam agora encaminhará ao Gabinete do Prefeito o documento para elaboração de decreto.
“Pretendo também propor ao Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam) a criação de uma resolução sobre o assunto, incluindo os três túneis verdes já tombados até hoje, das ruas Gonçalo de Carvalho, João Mendes Ouriques e Marquês do Pombal”, informou Moesch, que assinou o pedido, “como cidadão e freqüentador das ruas”.
Várias ruas em outros bairros da cidade, também deveriam ser tombadas para a preservação de seus "Túneis Verdes".
No mesmo dia da entrega da lista de assinaturas pelo Moinhos Vive ao secretário, os "Amigos da Gonçalo de Carvalho" enviaram e-mail ao prefeito José Fogaça e ao secretário Beto Moesch, apoiando o pedido do Moinhos Vive e solicitando que todos os demais "Túneis Verdes" de Porto Alegre fossem igualmente tombados.
Ainda não recebemos nenhuma resposta ao e-mail.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Confraternização do Moinhos Vive


No último dia 30 de novembro aconteceu o terceiro almoço de confraternização de final de ano do Moinhos Vive. Estavam presentes na Sociedade Suiça, além de associados, representantes de outras associações e movimentos, e o conselheiro da Região de Planejamento 1 de Porto Alegre.
Este tipo de evento objetiva não somente uma confraternização entre os associados e amigos da Associação Moinhos de Vento, como também estreitar o relacionamento entre as diversas associações e movimentos que integram o Movimento Porto Alegre Vive.



sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A indústria da construção e o Meio Ambiente

Quando se fala em proteção ao meio ambiente, pode-se dizer que a construção civil é a mais poluidora das atividades humanas.

Estudos indicam que menos de 20% da população mundial é responsável por mais de 75% da contaminação existente no ambiente natural.

No mundo da construção, grande parte dos responsáveis por este segmento parecem não atentarem de como essa atividade afeta o meio ambiente. Mas alguns arquitetos já começam a defender uma construção sustentável. Pois a indústria da construção utiliza enormes quantidades de recursos naturais (energia, água, materiais e do solo), e produz grandes quantidades de resíduos, muitos deles altamente tóxicos, que via de regra não são reciclados e normalmente não são controlados. São as famosas “sobras de obra”, depositados em aterros.

Segundo dados dos Worldwatch Institute de Washington, cerca da metade das emissões de dióxido de carbono que existem na atmosfera são produzidas diretamente pela construção civil e pela utilização dos prédios. Estima-se que cada metro quadrado de residência é responsável por uma emissão de cerca de 1,9 toneladas de dióxido de carbono durante sua vida útil.

A atual indústria da construção civil é uma grande consumidora de recursos naturais. Os prédios usam cerca de 60% de todos os materiais extraídos do planeta. Além disso, muitos dos materiais usados na construção civil (cerâmica, aço, alumínio, etc.) requerem para sua produção de altos consumos de energia e recursos naturais.

Estima-se que na Inglaterra os resíduos da construção passam de 70 milhões de toneladas anuais. A reciclagem dos resíduos já é prática comum em vários países europeus, mas e no Brasil? E na China, um dos países onde mais se constrói atualmente?

O estudo global dos impactos ambientais que pode provocar uma edificação, requerem uma metodologia rigorosa de análise dos materiais usados, do processo construtivo, do consumo de energia, dos custos da demolição, do destino dos resíduos, etc.

Na Europa já existem experiências em certificação para Edifícios de Alta Qualidade Ambiental. Um dos mais desenvolvidos é o britânico BREEAM, do Building Research Establishment, que avalia a poluição atmosférica, o uso racional dos recursos naturais e as condições internas dos prédios.

Existe uma grande diferença entre os impactos ambientais de um edifício de baixo desempenho, em comparação com o que é possível conseguir com as melhores práticas atuais. Se quisermos cumprir hoje os requisitos de desenvolvimento de uma forma sustentável, temos de assegurar que os novos edifícios possuam as melhores qualidades ambientais.

Esperemos que o Brasil também siga o caminho da Certificação Ambiental.

Ilustração: Jornal Clarin
Postado originalmente no Blog Amigos da Gonçalo de Carvalho, dia 15 de outubro de 2007, dia do Blog Action Day sobre o Meio Ambiente.