terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Enquanto isso, em NYC...

Enquanto NYC evolui para se tornar uma metrópole mais humana, aqui em PoA o prefeito manda cortar árvores para transformar parques em pistas para veículos.

NYC Streets Metamorphosis from Streetfilms on Vimeo.

A cidade dos meus sonhos

Artigo de Marcos Alexandre Cittolin, advogado e mestre em Infraestrutura e Meio Ambiente na Zero Hora de hoje: A CIDADE DOS MEUS SONHOS.

Pelo visto não só dele, mas, nossa também!

"A cidade dos meus sonhos é uma cidade possível. Fundamenta-se no sonho em uma cidade para as pessoas e não para os automóveis. A orientação sobre a sustentabilidade da cidade de meus sonhos está na cidadania e na convicção de que ela é possível, se entendermos que esse maravilhoso condomínio é uma invenção dos humanos. Ela deve existir para todos nós, os cidadãos, que queremos andar a pé, de bicicleta, moto, transporte coletivo, táxi, ou até mesmo de automóvel particular (respeitando os limites). Temos que entender que a cidade é nossa, sim, mas em condomínio com pessoas diferentes, jovens, idosos, ciclistas, cadeirantes, cegos, surdos, atletas, ricos, pobres, enfim, com diferenças, mas podendo ser feliz onde se vive.

A cidade dos meus sonhos tem ciclovias, possibilitando a locomoção com um veículo de transporte maravilhoso, que não polui, não faz barulho, faz bem à saúde e é talvez o mais apropriado para transportar apenas uma pessoa.

A minha cidade tem bondinhos elétricos circulares, e os coletivos e táxis são movidos a combustível não poluente.

A cidade dos meus sonhos tem praças bem cuidadas e parques estruturados para que os cidadãos utilizem como pátios de suas casas. Que possam ser espaços de convivência, de sombra para descanso, contemplação e sonhos.

Minha cidade tem seus rios respeitados por todos como fonte de vida. Ele não recebe esgoto nem lixo. Ele tem vida e transborda apenas sua energia para todos os cidadãos.

Minha cidade tem museus, teatros, espaços públicos de acesso à cultura, pois cultura é direito de todos, inclusive dos que não podem pagar.

Minha cidade tem o centro com limitações de trânsito de automóveis particulares. Tem garagem-entreposto para deixar o carro e ir a pé ou de coletivo até o destino no centro urbano.

Minha cidade tem humanidade, pois não é lógico que uma criação dos humanos seja tão desumana como está sendo.

Nessa cidade, os gestores pensam menos em construir viadutos para servir aos automóveis e mais em fomentar o transporte público, quebrando a lógica de um homem, um carro. Eles guardam o dinheiro dos viadutos para investir em ciclovias, calçadas, iluminação, acessibilidade e segurança.

Nesse ambiente, as pessoas entenderiam que as cidades foram feitas para os cidadãos e depois é que vieram os carros, que viraram a prioridade das políticas de infraestrutura urbana.

Essa cidade só é possível se a intervenção for forte e corajosa.

Essa cidade não é apenas a dos meus sonhos, é a dos sonhos de tantos que estão cansados da baixa qualidade de vida que nossos centros urbanos nos oferecem.

Será mesmo possível? A cidade de meus sonhos é possível e mais barata do que muitos pensam, sem obras bilionárias. A maior obra é a conscientização de que do jeito que estamos indo não haverá mais cidade para ninguém."

Caminhada pelo Moinhos de Vento


Durante os meses de janeiro e fevereiro a Porto Alegre oferece mais uma boa opção de passeio para se aproveitar aos sábados. A proposta das Caminhadas Turísticas de Verão é a realização de passeios a pé por espaços que concentram atrativos turísticos da cidade. A iniciativa, que é realizada pelas secretarias municipais de Turismo, da Cultura e o Programa Viva o Centro, ocorrerão sempre em sábados, com início às 10h e duração média de duas horas.

Além de conhecer prédios, monumentos, equipamentos culturais e áreas verdes que são atrativos turísticos e fazem parte do patrimônio cultural e ambiental da cidade, os participantes das caminhadas receberão informações históricas e curiosas sobre os locais visitados que serão passadas pelo guia de Turismo Roque Lemanski, da SMTUR.

A primeira edição da temporada 2014 será no dia 11 de janeiro, com roteiro pelo Parque da Redenção, que passará pela avenida José Bonifácio contemplando a Feira de Produtos Orgânicos, seguirá até o Monumento ao Expedicionário e, dali, para os vários recantos do parque: o Espelho d'Água e o chafariz iluminado, o orquidário e o roseiral, a fonte do Menino de Cornucópia, com encerramento na estátua do Gaúcho Oriental. O ponto de encontro dos inscritos para a caminhada será no Mercado do Bom Fim, em frente ao Centro de Informações Turísticas (CIT). Em caso de chuva os passeios serão cancelados.

Os roteiros serão sempre diferenciados a cada edição. A segunda Caminhada Turística de Verão ocorrerá no dia 25 de janeiro, desta vez para um roteiro pelos recantos, espaços e monumentos no Parque Moinhos de Vento (Parcão) e do bairro Moinhos de Vento, como a Praça Mauricio Cardoso com a Fonte do Puma e sua herança Marajoara.

Para participar, basta fazer a doação de um quilo de alimento não perecível ou ração para cães e gatos. As doações serão encaminhadas a instituições do município. As inscrições para as Caminhadas Turísticas devem ser feitas através do e-mailvivaocentroape@gmail.com. Outras informações pelo telefone: (51) 3333 1873.

Fonte: http://www.portoalegre.travel/site/contdetalhes.php?idConteudo=9999

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A história da Rua Cel. Bordini

Vocês conhecem a história da rua em que moram no bairro Moinhos de Vento? E quem foi a pessoa que deu nome a ela?

Saiba mais sobre a sua cidade, conhecendo a história de suas ruas!

RUA CORONEL BORDINI
(em azul, na imagem)




Rua dos bairros Auxiliadora, Moinhos de Vento e Rio Branco. Começa na confluência das avenidas Cristóvão Colombo, Benjamin Constant, Rua Quintina Bocaiúva e Praça Athos Damasceno, indo terminar na Rua Casemiro de Abreu. Tem importante função viária, fazendo ligação entre os bairros Floresta, Moinhos de Vento e Rio Branco.

Com traçado irregular e sem denominação, já aparece na planta de 1888, unindo a Estrada dos Moinhos de Vento (Av. 24 de Outubro) com a Estrada do Passo da Areia. Com a denominação de Rua Dr. Bordini está registrada na planta municipal de 1896, mas trata-se de um visível engano, porquanto já era então consagrada a denominação de "Coronel Bordini", como se pode ver no Anuário do Estado do Rio Grande do Sul para 1895, págs. 266/7, ao descrever o traçado da linha de bondes da Cia. Carris Urbanos para a "Independência": "Da praça Senador Florêncio partem os bondes para a rua Coronel Bordini de meia em meia hora, sendo a primeira viagem às 6 horas e 30 minutos da manhã e a última às 9 horas da noite. Da rua Coronel Bordini partem os bondes para a praça Senador Florêncio também de meia em meia hora…" Os bondes da linha "Floresta", segundo o mesmo anuário, também faziam fim de linha na Rua Cel. Bordini.

Segundo o relatório do Intendente Montaury em 1910, nesse exercício a municipalidade cuidou de seu calçamento. E também na administração do Intendente José Montaury, que findou em 1924, se iniciou o prolongamento da rua para a parte alta, em direção ao Bairro Rio Branco.

O topônimo rende homenagem ao Cel. João Carlos Augusto Bordini, paulista que veio para o Rio Grande do Sul como alferes na Guerra da Cisplatina e teve marcante atividade social e política. Foi vereador empossado em 1865, e no período 1873-76; diretor do Banco da Província durante vários anos. Era casado com Maria Felícia Osório Bordini, irmã do Gen. Osório, Marquês do Herval, e faleceu com avançada idade em 6/12/1884.

Fonte: Livro "Porto Alegre: guia histórico" (ed. UFRGS, 1988) de Sérgio da Costa Franco.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O que os moradores esperam de 2014

O caderno ZH Moinhos reuniu questionamentos de leitores a respeito de mobilidade urbana, manutenção de árvores e segurança. Confira o que os moradores esperam que seja feito ou melhorado neste ano e as respostas enviadas pela prefeitura para cada questão.