terça-feira, 26 de agosto de 2008

Reunião sobre Segurança Pública



Nesta segunda-feira, dia 25, ocorreu uma reunião uma reunião sobre assuntos de Segurança Pública e Consepro na Associação Leopoldina Juvenil.

Promovida pela Associação Moinhos Vive, vários representantes de Movimentos e Associações de Moradores de Porto Alegre debateram os problemas que a população enfrenta com a crescente violência e criminalidade em nossa cidade.

Também estiveram presentes os majores Aroldo Medina e Marlo Ur representando a Brigada Militar, o chefe de Polícia Pedro Rodrigues e o presidente da Feconsepro, Jovino Demari.

Foi agendada nova reunião para a próxima semana, em local a ser definido, para tratar objetivamente do interesse na criação do Consepro em Porto Alegre e especialmente qual seria sua atuação, pois alguns presentes demonstraram sua contrariedade em mais uma vez apenas "passar o chapéu" para suprir necessidades materiais dos órgãos de segurança, o que é atribuição e obrigação do estado.






4 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Verifico que a Moinhos Vive é contra o Projeto Pontal do Estaleiro, investimento privado em área privada que vai tornar público o acesso a orla naquela região e interligar o acesso da cidade ao lago. Isso faz lembrar as pessoas que eram contra a inauguração da Av. Beira Rio.

Guillermo disse...

Carlos, não subestime nossa inteligência. Sabemos muito bem ler o que está nas "entrelinhas" do projeto. Cabe a cada um fazer a leitura correta do que está dito. A classe média não é tão alienada, como muitos imaginam. Parabéns ao Moinhos Vive por tornar pública essa posição!

Guillermo disse...

Faltou dizer que não sou membro dessa Associação, apesar de acompanhar seu digno trabalho pelo bairro e seus residentes.

Moinhos Vive disse...

A proposta do Projeto Pontal do Estaleiro, beneficia uns poucos privilegiados que terão condições financeiras de ocupar o espaço em questão, mesmo que se proponha áreas abertas de uso público, junto ao referido empreendimento, estas com certeza, não serão ocupadas pela comunidade Portoalegrense como um todo. O empreendimento é privado e acaba se apropriando do espaço público, promovendo desta forma segregação social.
Quando o terreno foi adquirido, se conhecia suas limitações de edificações e atividades, portanto é inadmissível a alteração da lei para benefeciar o empreendedor e uma pequena parcela da população, prejudicando nossa cidade.
Até se entende a mobilização da empresa detentora desta área, responsável pela implantação do complexo Pontal do Estaleiro na Zona Sul de Porto Alegre, que busca maximizar o lucro do negócio, mas, surpreende à população Portoalegrense, a facilidade e a rapidez com que alguns membros do poder executivo e legislativo municipal estão aderindo a proposta do empreendedor para alterar a Lei Complementar 470/2002.
O poder executivo deveria investir em projetos de longo prazo para a Orla, discutindo amplamente com a população e não com o segmento econômico que representa a exploração imobiliária. Deve implantar com recursos próprios a plena urbanização da Orla. Apesar de tardia e ainda incompleta, não se pode mais dizer que a cidade está de costas para o Guaíba. Ela está em lenta mudança e a população Portoalegrense já pode usufruir diariamente, desde a Usina do Gasômetro até a Ponta do Melo, em suas caminhadas, em suas rodas de mate e bicicletas.
A Orla deve ser respeitada como patrimônio natural, paisagístico, cultural e histórico da comunidade portoalegrense. Além do mais, a Orla no seu exame para revitalização não deve ser encarada isoladamente e, neste sentido, devemos respeitá-la com a noção adequada de revitalização por meio de parques, jardins, equipamentos de lazer, ciclovias, marinas e como espaço aberto para uso de toda a população.
A lei orgânica de nossa cidade estabelece no artigo 126: “Os interesses da iniciativa privada não podem se sobrepor aos interesses da coletividade”. Por sua vez, o artigo 127 deixa claro que “os planos que expressam a política de desenvolvimento econômico do município terão o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida da população, etc...”.
Para finalizar, as ruas e avenidas de nossa capital não suportam mais a demanda das torres de concreto que as asfixiam. Não precisamos copiar o caos de Camboriu ou de Copacabana. Isto é pura insanidade urbana.
O mundo contemporâneo, exige cidades habitáveis, com qualidade de vida. Sua sobrevivência depende unicamente da capacidade dos cidadãos descobrirem algum valor que não seja o econômico para justificar a vida em aglomeração.